Nervo – Colectivo de Poesia

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“Vem, Vulva antiquíssima e idêntica Vulva Rainha
nascida destronada morta
Vulva igual por dentro ao silêncio.
Funde na regra tua todas as águas que vejo
Todos os NERVOS com que és escura por dentro.”

(Mário Cesariny, in Ó Virgem Negra)

A revista NERVO dedica-se à publicação de poesia inédita portuguesa e de outros idiomas. Sai três vezes por ano (em Janeiro, Maio e Setembro) e cruza-se com o universo da arte contemporânea, convidando um autor a apresentar um trabalho na capa de cada edição.

Após o legado admirável de poetas como Friedrich Hölderlin, Charles Baudelaire, Emily Dickinson, Verlaine, Arthur Rimbaud, Kavafis, Ezra Pound, Rainer Maria Rilke, Anna Akhmátova, Dylan Thomas, Paul Celan, Luís de Camões, Cesário Verde, Camilo Pessanha, Fernando Pessoa, Herberto Helder, entre tantos outros, interrogamo-nos sobre o que haverá ainda a dizer e a inventar na poesia. Desconhecemos a resposta, mas continuaremos no encalço.

(Maria F. Roldão – editora)

Estatuto Editorial

NERVO é um espaço de divulgação de poesia contemporânea, procurando alcançar o que de mais competente e instigante se escreve e produz no meio literário actual, nas diferentes gerações de poetas;

NERVO está disponível exclusivamente em papel, honrando toda a beleza, toque, textura e dignidade deste suporte intemporal;

NERVO aceita a participação de todos desde que:
1) – compartilhem dos princípios de isenção e rigor, sem imposições nem procura de favorecimentos; 2) – convençam e impressionem a editora pela qualidade exclusiva dos seus poemas;

NERVO não arruma poetas por níveis – “consagrados”, “não consagrados”, estreantes – procura, sim, que todos possam coexistir, com cumplicidade e paridade, num mesmo espaço de divulgação literária;

NERVO tem como “lucro” o enriquecimento através da arte e da cultura, demarcando-se, claramente, dos fins económicos e de massificação literária;

NERVO é uma revista de produção independente, sem subsídios nem subvenções de qualquer espécie;

NERVO acredita que poesia induz poesia, estética produz estética, criatividade gera criatividade…e publicações de poesia podem trazer novos leitores e seguidores de poesia: todos muito bem-vindos ao eclético colectivo de autores e poetas.